13. O Menino que tinha medo

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    Era uma vez um menino chamado Ricardo. Ele tinha sete anos e gostava muito dos animais. Ele não tinha nenhum bicho na casa dele porque morava num apartamento bem pequeno com o pai e a mãe. Lá não dava para criar nenhum animal.

    Mesmo assim, ele gostava muito de todos os bichos, mas principalmente dos cachorros. Sempre que ele via um cachorro, parava para olhar. Quando estava perto, passava a mão no cachorro. Quando a professora de sua escola pedia para os alunos fazerem um desenho, ele sempre desenhava um cachorro. Quase todos os seus brinquedos eram cachorros de pelúcia e de plástico. Era só o que ele pedia para o Papai Noel.

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    Mas tudo isso mudou no dia em que um cachorro mordeu a perna do Ricardo. Foi assim que aconteceu: ele estava passeando na rua de mãos dadas com sua mãe quando passou uma menina com seu cachorro na coleira. Era um cachorro grande – um pastor alemão. Sem nenhum motivo, o cachorro correu para cima dele e deu uma mordida bem forte na sua perna. Foi um corre-corre. A mãe do Ricardo, muito assustada, tentando pegar seu filho no colo e sair logo daquele lugar. O final da história é que o Ricardo precisou ir para o hospital e fazer curativos na sua perna toda machucada. Doeu muito e ele chorou.

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    Ele sarou, mas ficou muito triste com o que aquele pastor alemão havia feito. Ficou também com medo. Toda vez que via um cachorro, saía correndo e se escondia. Não passava mais a mão em nenhum bicho. Tinha medo de todos. Até de seus bichos de brinquedo ele tinha medo. Tanto medo que sua mãe guardou todos os bichos de brinquedo no armário embutido, bem no alto. De amigo dos animais, ele virou seu inimigo, nem chegava perto.

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    Quando Ricardo tinha dez anos, aconteceu uma coisa que mudou sua vida de novo. Ele estava voltando da escola sozinho quando viu um cachorrinho ser atropelado por um caminhão. O cachorrinho era todo branco e pequeno. Era um poodle. Ele foi jogado longe pelo caminhão e ficou muito machucado. Apesar de ser um cachorrinho branco, ficou todo vermelho por causa do sangue que escorria de seus machucados. Ricardo viu aquilo e pensou: “Bem feito. Espero que morra!” E continuou seu caminho para casa. Mas alguma coisa dentro dele fez com que ele voltasse para ver mais de perto o cachorrinho. Ele estava muito ferido e ninguém ligava. Ninguém parava para ajudar. Todos achavam que não adiantava fazer nada porque o cachorrinho ia morrer.

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    Ricardo criou coragem e chegou mais perto do cachorrinho. Ficou com muita pena e, apesar do medo que tinha, passou a mão em sua cabeça. O cachorrinho gostou e lambeu sua mão. Era seu jeito de dizer: “Muito obrigado!”

    Ricardo juntou toda a coragem que lhe sobrava e carregou o cachorrinho no colo até seu apartamento. Quando sua mãe viu aquilo, ficou muito assustada. O cachorrinho e o seu filho estavam cheios de sangue que escorria do cachorro. Ricardo, seu papai e sua mamãe ficaram com dó do cachorrinho e resolveram ficar com ele. Lavaram todos os machucados, deram-lhe um banho e deram também remédios. E ele sarou. Ficou forte e bonito depois de alguns dias.

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    Faltava agora dar um nome para o cachorrinho. Ricardo escolheu: Tira-medo. O nome era esquisito, mas significava muito para o menino. Tinha sido aquele cachorrinho que havia tirado todos os medos dele.

    O Tira-medo ficou morando no apartamento do Ricardo por algum tempo. Depois todos eles se mudaram para uma casa grande, com um quintal e uma casinha de cachorro. Viveram felizes por muitos anos e Ricardo voltou a ser amigo dos animais e nunca mais teve medo deles.

    FIM!

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