2. A Bruxa Boazinha da Floresta Escura

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    Era uma vez uma menininha muito especial. Seu nome era Paula. Ela gostava de passear na floresta para procurar flores e borboletas. Pegava as borboletas nas mãos, mas não judiava delas. Tinha dó. Queria apenas ser amiga delas. Conversava com elas e depois as soltava. Também não arrancava as flores, apenas as cheirava, acariciava com os dedinhos e falava com elas. "Gosto muito de sua cor. Você é maravilhosa". "Que vermelho lindo você tem!" "Como você se chama, flor amarela?"

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    Uma vez ela ficou até mais tarde na floresta e não percebeu que o dia terminava. Já era noite quando tentou voltar para casa, mas não conseguiu. De repente, viu que estava perdida na floresta. Ficou com medo. Muuuuuuito medo. Nunca antes ela havia dormido uma só noite fora de casa, sem seus pais e irmãos. Por alguns instantes, ela perdeu o controle e chorou desesperadamente. De soluçar. Depois de algum tempo, ela entendeu que dependia só dela mesma e parou de chorar. Tentou fazer tudo o que havia aprendido em casa, nos livros, na televisão e na escola.

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    Primeiro vestiu o agasalho, amarrou os tênis e jogou fora tudo aquilo que lhe era inútil e pesado naquele momento - livros, cadernos, lápis, canetas, pedras de sua coleção e outras coisas que não a ajudariam naquele momento difícil. Ficou só com a lancheira, que tinha uma maçã e um suquinho. Começou a pensar: "Se eu ficar parada ficarei com muito frio e algum bicho poderá me pegar. Preciso andar e buscar ajuda".

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    Depois de pensar um pouco, decidiu subir numa árvore e tentar enxergar alguma luz. Com alguma dificuldade, subiu na árvore mais próxima o mais alto que pôde e olhou para todos os lados. Viu lá longe uma luzinha que lhe deu esperança. Juntou toda a sua coragem e foi atrás da luz. Caiu e tropeçou durante a caminhada. Chegou mesmo a se arranhar nos braços e nas pernas, mas chegou lá. Viu que era uma casinha de madeira muito bem cuidada. "Será a casa da bruxa malvada da floresta sobre quem meu pai falou tantas vezes?" "Será a casa de uma pessoa boa ou malvada?" "Como saber?"

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    Ela decidiu olhar com cuidado e tentou enxergar o interior da casa por meio de um buraquinho na parede. Enquanto se esforçava para ver alguma coisa, a porta da casa se abriu e saiu uma mulher estranha com um chapéu pontudo: – Quem está aí?

    A menininha tentou se esconder, mas teve que enfrentar a situação. Foi até a mulher e olhou bem nos olhos dela: - Sou eu. Estou perdida na floresta e preciso de ajuda. Meu nome é Paula.

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    - Eu sou a Bruxa Boazinha da Floresta Escura e terei prazer em ajudá-la. Entre. Você deve estar com frio e fome. Não tenha medo.

    Paula entrou e ficou encantada com a casa e o comportamento da bruxa. Ela tomou uma sopa deliciosa que a bruxa lhe ofereceu, tomou um banho bem quente e demorado, vestiu roupas novas e macias, deitou-se em frente à lareira e escutou as histórias maravilhosas de sua nova amiga bruxa. Finalmente, de tão cansada, dormiu no sofá, no colo da bruxa.

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    No dia seguinte acordou descansada e feliz. Tomou um bom café da manhã e saiu a caminho de casa. Antes de partir, ganhou presentes da bruxa: uma bússola, uma lanterna mágica, uma capa de chuva mágica, um livro encantado e uma lancheira enfeitiçada. Logo ela chegou em casa e contou a todos o que tinha acontecido. Todos estavam muito preocupados com o sumiço dela. Ninguém acreditou na história da bruxa, mas ninguém soube explicar de onde vieram aquelas coisas estranhas que ela havia trazido.

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    Nunca mais ela se encontrou com a Bruxa Boazinha da Floresta Escura, mas nunca mais deixou de se lembrar dela e de agradecer a Deus por tê-la colocado no seu caminho naquela noite. Até hoje, muitos anos depois, quando ela sai de casa, sempre leva os presentes que ganhou da bruxa: a bússola que lhe mostra sempre onde ela está, a lanterna que nunca precisa de pilhas, a capa de chuva mágica que não deixa sentir frio nem calor, o livro que conta histórias sozinho e a lancheira que sempre tem o lanche que está no seu pensamento.

    FIM!

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