6. A Lancheira Mágica

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    Era uma vez uma menininha muito pobre chamada Débora. Tinha só três aninhos e passava fome. Sua família era tão pobre que não havia comida em casa. Seu pai já tinha morrido e sua mãe era doente, não podia trabalhar. Seus três irmãos eram mais velhos do que ela e viviam pedindo esmolas nas esquinas. Ela revirava latas de lixo e comia restos de comida que encontrava. Guardava um pouquinho e levava para sua mãe.

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    Ela, a mãe e os irmãos perderam a casa onde moravam porque não podiam mais pagar o aluguel. Foram morar debaixo de uma ponte e passavam frio. O lugar era cheio de ratos e de baratas, por causa da sujeira.

    Débora comia mal, não tomava banho e não tinha casa. Por causa disso, ela era suja e malcheirosa. Todos tinham nojo dela. Quando estava revirando as latas de lixo no meio dos cachorros, parecia um bicho. Seus cabelos eram crespos e duros, de tanta sujeira. Ela parecia ter uma juba de leão, de tão descuidados eram seus cabelos.

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    Um dia, durante uma tempestade, ela se perdeu e não conseguiu achar o caminho de volta. Estava molhada, com frio, fome e medo. Estava escuro. Ela começou a chorar encolhidinha num canto da rua e dormiu. Dormiu e sonhou.

    No seu sonho ela era uma menina pobre e infeliz, sem pai e com a mãe doente. No sonho ela estava com fome e procurava restos de comida no lixo. Procurando comida, encontrou uma lancheira cor-de-rosa novinha. Abriu a lancheira e encontrou uma garrafa de suco de laranja, um sanduíche de carne e um brigadeiro. Comeu tudo. Estava delicioso. Na parte do sonho em que estava bebendo o suco de laranja, ela acordou com um cachorro lambendo sua boca. Ela ficou muito brava e deu um safanão no cachorro. Imagine só! Um cachorro lambendo sua boca! Que nojo!

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    Ela percebeu, então, que toda aquela gostosura tinha sido só um sonho bom. Ainda estava com fome. Mais fome do que antes de sonhar com a lancheira. Ela se virou de lado para dormir de novo e tentar sonhar com aquela comida outra vez. Quando se virou, viu uma lancheira cor-de-rosa ao lado dela, novinha, como no sonho. Só que não estava sonhando mais. Ela pegou a lancheira e procurou comida dentro dela. Adivinhe o que ela encontrou? Uma garrafa de suco de laranja, um sanduíche de carne e um brigadeiro, como no sonho. Débora estava com tanta fome que comeu tudo e bebeu todo o suco. Ficou com a barriguinha cheia e dormiu abraçada com a lancheira cor-de-rosa.

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    Quando acordou de manhã, estava sozinha na rua e a lancheira estava com ela. Abriu a lancheira e levou um susto. Lá dentro tinha agora um sanduíche de presunto com queijo, uma maçã e uma garrafa de suco de uva. Como isso podia ter acontecido? Ela nem parou para pensar. Comeu tudo e bebeu o suco de uva, seu suco predileto. Na verdade, ela não conseguiu comer tudo e deu um pouco para o cachorro que tinha lambido sua boca. Ele também estava com fome.

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    Débora levou a lancheira com ela e achou o caminho de volta para debaixo da ponte onde morava. Chegando lá, viu seus irmãos e sua mãe com frio e fome, enrolados em pedaços de papelão e sacos de plástico. Todos estavam com muita fome. Ela ficou com muita pena deles todos e desejou de todo o coração que dentro da lancheira pudesse ter alguma coisa para sua família. Abriu a lancheira e lá estavam quatro sanduíches de carne, um para cada um de seus três irmãos e outro para sua mãe. Todos comeram e ainda continuavam com fome. Ela abriu a lancheira de novo e lá estavam doze brigadeiros. Todos comeram e ainda continuavam com fome. Cada vez que Débora abria a lancheira, aparecia comida, sempre fresquinha e sempre gostosa. 

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    Doces e salgados. Sucos e refrigerantes. Bastava pensar, e a coisa aparecia lá. Logo Débora percebeu que a lancheira lhe dava exatamente o que ela pensava. Se ela pensava em pera e maçã, abria e lá estavam peras e maçãs. Se ela pensava em sanduíche de frango, abria a lancheira e lá estava seu sanduíche de frango. Era uma lancheira mágica! Mas a lancheira só funcionava nas mãos dela. Qualquer outra pessoa que tentasse, nada acontecia. A lancheira estava sempre vazia. Mas quando Débora pegava a lancheira, a comida logo aparecia, exatamente como ela desejava.

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    Uma vez ela desejou sorvete, e a lancheira apareceu com doze picolés, um de cada sabor. Outra vez desejou mousse de chocolate e a lancheira inteirinha virou uma meleca de mousse de chocolate. Débora precisou lavar toda a lancheira, de tanta meleca que sobrou lá dentro.

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    Com sua lancheira mágica, Débora abriu uma lanchonete com sua mãe e seus irmãos. Os irmãos pegavam os pedidos, ela pensava no que eles pediam, com os olhos fechados, e abria a lancheira. Lá estava exatamente o que o freguês tinha pedido. Eles conseguiram comprar uma casinha com o dinheiro que ganhavam com a lancheira. Compraram também roupas boas, sabonetes perfumados, pentes e perfumes. Débora ficou toda arrumadinha, com um vestidinho cor-de-rosa, como a lancheira, com os cabelos penteados e os dentes escovados. Todos queriam conhecer a linda menina da lancheira mágica.

    FIM!

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